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Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

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Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

30/05/2024

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Solenidade

Tempo Comum Branco

Primeira Leitura (Ex 24, 3-8)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 3 Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4 Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5 Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6 Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7 Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”. 8 Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.

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Salmo (Sl 115)

— Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.
— Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

— Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

— É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

— Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido

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Segunda Leitura (Hb 9, 11-15)

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos: 11 Cristo veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12 e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13 De fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, 14 quanto mais o Sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha. 15 Por isso, ele é mediador de uma nova aliança. Pela sua morte, ele reparou as transgressões cometidas no decorrer da primeira aliança. E, assim, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna.

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Evangelho (Mc 14, 12-16. 22-26)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos.

No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”13Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o 14 e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’ 15 Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Aí fareis os preparativos para nós!”16Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa.22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”.23Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes, e todos beberam dele. 24 Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25 Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. 26 Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras.

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Oração do dia (Coleta)

Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa paixão; dai-nos venerar de tal modo o sagrado mistério do vosso Corpo e Sangue, que experimentemos continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus, e viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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Homilia do Bispo

32º Domingo Tempo Comum (Mt 25,1-13) – A chama que vence a noite

À medida que se aproxima a conclusão do Ano Litúrgico, a liturgia nos dirige uma pergunta decisiva: como estamos esperando o Senhor? Não se trata apenas de pensar no último dia da história ou no término de nossa vida, mas de discernir como acolhemos Cristo, que vem ao nosso encontro todos os dias. O tema da vigilância ganha realce nestes últimos domingos. Vigiar não é permanecer imóvel, tomado pelo medo, nem viver fazendo cálculos sobre o futuro, mas esperar com fidelidade ativa, como servos que mantêm as lâmpadas acesas e cumprem a missão recebida. Esperamos Aquele que já está conosco: o Emanuel, o “Deus conosco” (Mt 1,23), que prometeu permanecer com os seus até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Sua presença nos sustenta enquanto aguardamos sua manifestação definitiva. Assim, a exortação de Jesus: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” não pretende provocar pavor, mas despertar responsabilidade. Como não conhecemos o dia nem a hora, não podemos adiar o amor, a conversão e o serviço.

A espera cristã, portanto, não diminui a liberdade, mas oferece-lhe direção. Não caminhamos como quem está perdido, mas guiados por Aquele que diz: “Eu sou o Caminho” (Jo 14,6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). Sua Palavra é lâmpada para os nossos pés (Sl 119,105). Isso não significa que o percurso seja isento de noites, provações ou cansaço. A esperança não elimina a escuridão; dá-nos luz suficiente para atravessá-la. O cristão não conhece todos os detalhes da estrada, mas conhece Aquele em quem colocou a sua confiança. E isso basta para continuar caminhando.

É nesse horizonte que devemos meditar a parábola das Dez Jovens. Todas foram convidadas, todas receberam lâmpadas, todas saíram ao encontro do noivo e, enquanto ele demorava, todas cochilaram. A diferença não está, portanto, entre pessoas perfeitas e pessoas fracas; todas experimentaram o cansaço. A diferença aparece na preparação para atravessar a demora. Cinco levaram óleo, cinco não cuidaram de alimentar a chama. A imagem nos recorda que a vida e a salvação são dons gratuitos de Deus, não conquistas humanas. Porém, a graça acolhida pede uma resposta pessoal de fé, perseverança e amor. Ninguém pode responder em nosso lugar embora todos são chamados a ajudar-se mutuamente no caminho.

O momento mais duro da parábola chega quando a porta se fecha e o noivo declara: “Em verdade eu vos digo: não vos conheço!” Não devemos separar essas palavras do conjunto da narrativa. As jovens imprevidentes abandonaram a espera para procurar, tarde demais, aquilo que deveriam ter preparado. Sua prontidão inicial não resistiu à demora. Na linguagem bíblica, conhecer é mais do que reconhecer um rosto; é relação, comunhão e pertença. Não basta ter começado o caminho, é preciso permanecer nele.

As lâmpadas e o óleo falam, antes de tudo, de uma preparação capaz de suportar a espera. A parábola não oferece uma explicação única para o óleo; por isso, a tradição cristã pôde reconhecê-lo como imagem da fé perseverante, da ação do Espírito, da Palavra acolhida e da caridade que mantém viva a esperança. Essas dimensões não competem entre si: a graça de Deus alimenta a fé, a fé acolhe a Palavra e a Palavra se torna concreta no amor. O essencial é que a chama não seja apenas entusiasmo de um momento. Jesus nos chama a uma fidelidade que atravesse a demora, o silêncio e o cansaço: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13).

Manter a lâmpada acesa é permitir que a fé se torne paciência dentro de casa, honestidade no trabalho, cuidado com quem sofre, reconciliação, serviço aos pobres e perseverança na oração.

A Sagrada Escritura associa a luz ao conhecimento de Deus e à prática de sua vontade: “Vossa Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119,105); e Jesus afirma: “Quem me segue não caminhará nas trevas” (Jo 8,12). À luz desses textos, as lâmpadas que se apagam podem evocar uma fé que deixou de ser alimentada. Isso também pode acontecer conosco. A chama enfraquece quando a oração é sempre adiada, quando ouvimos a Palavra sem praticá-la, quando o amor esfria ou quando nos acostumamos com a injustiça. A advertência não nos autoriza a julgar os outros; convida-nos a examinar o próprio coração. Somos chamados a viver como filhos da luz (Ef 5,8-10), praticando a Palavra que ouvimos (Tg 1,22; cf. Tg 2,14-18).

A boa notícia da parábola é que o cochilo não excluiu ninguém: “todas adormeceram”. O problema não foi o limite humano, mas a falta de uma preparação que sustentasse a espera. Eis a força pastoral da imagem: Deus não nos pede uma tensão desumana nem uma perfeição sem fraquezas; pede que cuidemos do óleo que mantém viva a chama. Podemos cansar, mas não abandonar o caminho; podemos cair, mas somos chamados a levantar; podemos atravessar a noite, mas não sem a luz recebida. Vigiar é viver cada dia em comunhão com o Senhor, alimentar a fé na Palavra e na oração e transformá-la em amor concreto (1Ts 5,4-8; 1Pd 4,7-10). Que cada um se pergunte: o que hoje está alimentando a minha lâmpada? E que, quando ressoar o anúncio: “O noivo está chegando: ide ao seu encontro!” Ele nos encontre não paralisados pelo medo, mas caminhando na esperança, com a chama acesa e o coração pronto para a festa da vida plena.

 

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Dom André Vital Félix da Silva, SCJBispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CEMestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana
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Santo do Dia

São Zacarias
Santo do Dia

São Zacarias

São Zacarias e sua esposa, Isabel, são personagens fundamentais no primeiro capítulo do Evangelho de São Lucas. O texto bíblico nos conta que viviam na aldeia de Ain-Karim, próxima a Jerusalém, e tinham laços familiares com a Sagrada Família de Nazaré. Zacarias era um sacerdote, responsável por unir o povo a Deus, enquanto Isabel era descendente de Aarão, o maior sacerdote que já existiu. Ambos eram reconhecidos como justos e fiéis aos mandamentos do Senhor.

Embora fossem um casal piedoso, Zacarias e Isabel não puderam ter filhos, pois Isabel era estéril e já estavam em idade avançada. Naquela época, a ausência de filhos era considerada uma grande desgraça e até um castigo divino pela sociedade. No entanto, eles mantiveram uma união sólida e continuaram a viver retamente, sempre buscando força na oração.

Um dia, enquanto Zacarias estava no Templo rezando, foi visitado por um anjo de Deus, que lhe disse que sua oração havia sido ouvida e que Isabel daria à luz um filho chamado João, o precursor que prepararia o caminho para a vinda do Messias. O anjo também prometeu que o nascimento traria alegria para todos.

Apesar de sua piedade, Zacarias pediu ao anjo uma prova e, como consequência, ficou mudo até o nascimento do filho. Isabel, por sua vez, retirou-se para o silêncio e a oração enquanto aguardava o nascimento da criança. Maria, prima de Isabel, soube da gravidez através do anjo que lhe anunciou sua maternidade divina e partiu imediatamente para ajudar nos preparativos do parto.

No oitavo dia após o nascimento do menino, conforme previsto pelo anjo, Zacarias recuperou a fala e confirmou que o nome de seu filho seria João. O anjo havia dito que João seria grande perante o Senhor, cheio do Espírito Santo desde o ventre materno de Isabel e que converteria muitos dos filhos de Israel ao Senhor.

Quando Zacarias voltou a falar, entoou uma série de palavras de louvor a Deus, conhecido como “Benedictus” ou “Cântico de Zacarias”. A partir desse momento, não temos mais informações sobre a vida do casal, mas é indubitável que permaneceram fiéis ao Senhor até o fim. A Igreja, tanto do Oriente quanto do Ocidente, reconhece o exemplo desse casal para todos os casais, pois eles eram justos diante de Deus e cumpriram todos os mandamentos e observâncias do Senhor.

O significado de seu nome e sua missão

O nome Zacarias tem origem hebraica e significa “Deus se lembrou”, o que já nos dá uma pista sobre sua identidade e missão. Nas Escrituras, Zacarias é descrito como um sacerdote do Templo de Deus em Jerusalém, marido de Isabel e pai de João Batista. Seu filho teria a importante tarefa de preparar o caminho para a vinda de Jesus, o Salvador do mundo.

Apesar de ser um personagem bíblico, Zacarias também é reverenciado pelos muçulmanos. No Alcorão, livro sagrado do Islã, ele é tratado como um dos profetas de Deus, uma figura essencial. As narrativas do Evangelho deixam claro que Zacarias e Isabel eram um casal justo e temente a Deus.

No entanto, a passagem bíblica também destaca um detalhe curioso: apesar de serem justos, cumprirem todos os mandamentos e serem irrepreensíveis, Zacarias e Isabel não conseguiam ter filhos devido à esterilidade de Isabel. Essas informações sobre o casal e as intervenções divinas em suas vidas mostram uma das magníficas características do Senhor: Ele é capaz de fazer surgir vida, esperança e sentido onde, humanamente falando, não haveria nada disso.

Quando o anjo apareceu a Zacarias e anunciou que Isabel teria um filho, Zacarias ficou perturbado e com medo. Mas o anjo o tranquilizou, dizendo que Deus havia ouvido suas súplicas. Zacarias pôde então entoar hinos de louvor a Deus e profetizar, prenunciando a missão especial de seu filho.

Dessa forma, São Zacarias desempenhou um papel crucial na história bíblica, sendo um exemplo de fé e obediência aos mandamentos de Deus. Sua vida e missão são um convite para que todas as pessoas confiem na providência divina e sigam os caminhos do Senhor, mesmo diante das adversidades.

Fonte: catolicoapp.com

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