Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe
Palavra do Bispo Diocesano

Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe

Somos comunidade de fé, oração e caridade. Acompanhe a liturgia de cada dia, a agenda diocesana e a vida das nossas paróquias e pastorais.

Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

Reze com a Igreja hoje

Liturgia Diária

← → Hoje
Ver calendário de junho/2024
 1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14  15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

27/06/2024

5ª feira da 12ª Semana do Tempo Comum

Tempo Comum Verde

Primeira Leitura (2Rs 24, 8-17)

Leitura do Segundo Livro dos Reis.

8 Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9 E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10 Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada. 11 Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam. 12 Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros. Isto aconteceu no oitavo ano de seu reinado. 13 Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14 Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país. 15 Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país.  16 Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17 E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Salmo (Sl 78)

— Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!
— Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

— Invadiram vossa herança os infiéis, profanaram, ó Senhor, o vosso templo, Jerusalém foi reduzida a ruínas! Lançaram aos abutres como pasto os cadáveres dos vossos servidores; e às feras da floresta entregaram os corpos dos fiéis, vossos eleitos.

— Derramaram o seu sangue como água em torno das muralhas de Sião, e não houve quem lhes desse sepultura! Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, um objeto de desprezo e zombaria para os povos e àqueles que nos cercam. Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? Conservareis eternamente a vossa ira? Como fogo arderá a vossa cólera?

— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Evangelho (Mt 7, 21-29)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23 Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26 Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28 Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29 De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Oração do dia (Coleta)

Concedei-nos, Senhor, a graça de sempre temer e amar vosso santo nome, pois nunca cessais de conduzir os que firmais solidamente no vosso amor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Ver liturgia completa e outros dias

Homilia do Bispo

32º Domingo Tempo Comum (Mt 25,1-13) – A chama que vence a noite

À medida que se aproxima a conclusão do Ano Litúrgico, a liturgia nos dirige uma pergunta decisiva: como estamos esperando o Senhor? Não se trata apenas de pensar no último dia da história ou no término de nossa vida, mas de discernir como acolhemos Cristo, que vem ao nosso encontro todos os dias. O tema da vigilância ganha realce nestes últimos domingos. Vigiar não é permanecer imóvel, tomado pelo medo, nem viver fazendo cálculos sobre o futuro, mas esperar com fidelidade ativa, como servos que mantêm as lâmpadas acesas e cumprem a missão recebida. Esperamos Aquele que já está conosco: o Emanuel, o “Deus conosco” (Mt 1,23), que prometeu permanecer com os seus até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Sua presença nos sustenta enquanto aguardamos sua manifestação definitiva. Assim, a exortação de Jesus: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” não pretende provocar pavor, mas despertar responsabilidade. Como não conhecemos o dia nem a hora, não podemos adiar o amor, a conversão e o serviço.

A espera cristã, portanto, não diminui a liberdade, mas oferece-lhe direção. Não caminhamos como quem está perdido, mas guiados por Aquele que diz: “Eu sou o Caminho” (Jo 14,6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). Sua Palavra é lâmpada para os nossos pés (Sl 119,105). Isso não significa que o percurso seja isento de noites, provações ou cansaço. A esperança não elimina a escuridão; dá-nos luz suficiente para atravessá-la. O cristão não conhece todos os detalhes da estrada, mas conhece Aquele em quem colocou a sua confiança. E isso basta para continuar caminhando.

É nesse horizonte que devemos meditar a parábola das Dez Jovens. Todas foram convidadas, todas receberam lâmpadas, todas saíram ao encontro do noivo e, enquanto ele demorava, todas cochilaram. A diferença não está, portanto, entre pessoas perfeitas e pessoas fracas; todas experimentaram o cansaço. A diferença aparece na preparação para atravessar a demora. Cinco levaram óleo, cinco não cuidaram de alimentar a chama. A imagem nos recorda que a vida e a salvação são dons gratuitos de Deus, não conquistas humanas. Porém, a graça acolhida pede uma resposta pessoal de fé, perseverança e amor. Ninguém pode responder em nosso lugar embora todos são chamados a ajudar-se mutuamente no caminho.

O momento mais duro da parábola chega quando a porta se fecha e o noivo declara: “Em verdade eu vos digo: não vos conheço!” Não devemos separar essas palavras do conjunto da narrativa. As jovens imprevidentes abandonaram a espera para procurar, tarde demais, aquilo que deveriam ter preparado. Sua prontidão inicial não resistiu à demora. Na linguagem bíblica, conhecer é mais do que reconhecer um rosto; é relação, comunhão e pertença. Não basta ter começado o caminho, é preciso permanecer nele.

As lâmpadas e o óleo falam, antes de tudo, de uma preparação capaz de suportar a espera. A parábola não oferece uma explicação única para o óleo; por isso, a tradição cristã pôde reconhecê-lo como imagem da fé perseverante, da ação do Espírito, da Palavra acolhida e da caridade que mantém viva a esperança. Essas dimensões não competem entre si: a graça de Deus alimenta a fé, a fé acolhe a Palavra e a Palavra se torna concreta no amor. O essencial é que a chama não seja apenas entusiasmo de um momento. Jesus nos chama a uma fidelidade que atravesse a demora, o silêncio e o cansaço: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13).

Manter a lâmpada acesa é permitir que a fé se torne paciência dentro de casa, honestidade no trabalho, cuidado com quem sofre, reconciliação, serviço aos pobres e perseverança na oração.

A Sagrada Escritura associa a luz ao conhecimento de Deus e à prática de sua vontade: “Vossa Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119,105); e Jesus afirma: “Quem me segue não caminhará nas trevas” (Jo 8,12). À luz desses textos, as lâmpadas que se apagam podem evocar uma fé que deixou de ser alimentada. Isso também pode acontecer conosco. A chama enfraquece quando a oração é sempre adiada, quando ouvimos a Palavra sem praticá-la, quando o amor esfria ou quando nos acostumamos com a injustiça. A advertência não nos autoriza a julgar os outros; convida-nos a examinar o próprio coração. Somos chamados a viver como filhos da luz (Ef 5,8-10), praticando a Palavra que ouvimos (Tg 1,22; cf. Tg 2,14-18).

A boa notícia da parábola é que o cochilo não excluiu ninguém: “todas adormeceram”. O problema não foi o limite humano, mas a falta de uma preparação que sustentasse a espera. Eis a força pastoral da imagem: Deus não nos pede uma tensão desumana nem uma perfeição sem fraquezas; pede que cuidemos do óleo que mantém viva a chama. Podemos cansar, mas não abandonar o caminho; podemos cair, mas somos chamados a levantar; podemos atravessar a noite, mas não sem a luz recebida. Vigiar é viver cada dia em comunhão com o Senhor, alimentar a fé na Palavra e na oração e transformá-la em amor concreto (1Ts 5,4-8; 1Pd 4,7-10). Que cada um se pergunte: o que hoje está alimentando a minha lâmpada? E que, quando ressoar o anúncio: “O noivo está chegando: ide ao seu encontro!” Ele nos encontre não paralisados pelo medo, mas caminhando na esperança, com a chama acesa e o coração pronto para a festa da vida plena.

 

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Dom André Vital Félix da Silva, SCJBispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CEMestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana
Ver biblioteca de homilias

Santo do Dia

São Carlos Borromeu
Santo do Dia

São Carlos Borromeu

Carlos, da ilustre família Borromeu, nasceu em 2 de outubro de 1538, em Arona, Itália. O menino revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado dessas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e pelo temor a Deus. Ainda criança, já demonstrava sua vocação sacerdotal, construindo altares minúsculos e imitando as funções sacerdotais que observava na Igreja. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos eram sinais claros de sua futura trajetória como religioso.

O Sacerdócio e a Reorganização da Igreja Católica

Em 1562, Carlos foi ordenado sacerdote e logo em seguida consagrado Bispo. Com apenas 27 anos, assumiu o cargo de Arcebispo de Milão. Desde muito jovem, Carlos já tinha planos grandiosos para a reorganização da Igreja Católica, especialmente concluindo o Concílio de Trento, que era essencial para a renovação da vida religiosa. Carlos persistiu em chamar a atenção de seu tio, que era Cardeal e foi eleito Papa, para a importância dessa conclusão. Finalmente, o Concílio se realizou e Carlos foi um dos primeiros a executar suas ordens, mesmo que isso implicasse em deixar uma posição superior para ocupar uma inferior.

São Carlos Borromeu: Dom da Caridade

São Carlos tinha plena consciência de que a caridade abre corações para a religião. Ele reservava grande parte de sua renda pessoal para ajudar os pobres, distribuindo heranças e rendimentos entre os desvalidos. Suas ações de caridade iam além, especialmente durante momentos difíceis vivenciados pela cidade de Milão, como a fome e a epidemia. Em 1569-1570, durante uma grande fome e uma epidemia semelhante à peste, Carlos chegou a pedir esmolas para os pobres, criando fontes de auxílio em um momento em que todas as outras fontes haviam se esgotado. Diante da peste que atingiu a cidade em 1576, ele consolava os doentes abandonados e oferecia-lhes os santos sacramentos. Carlos utilizou todos os recursos que possuía para amenizar o sofrimento dos enfermos, incluindo a utilização de sua própria vida. Mais de cem sacerdotes haviam perdido a vida durante a epidemia. O Arcebispo aproveitou a ocasião para repreender os ricos esquecidos de Deus.

Encontro com o Papa e Reconhecimento

Apesar das dificuldades enfrentadas e das hostilidades que sofreu, Carlos Borromeu recebeu o reconhecimento do Papa Gregório XIII, que o acolheu em Roma com grande distinção. Seu gesto foi uma resposta aos ataques e acusações infundadas feitas contra o Arcebispo. Até mesmo o governador de Milão, que havia estimulado hostilidades contra Carlos, reconheceu o erro em seu leito de morte e contou com a assistência do santo Bispo na hora da agonia. O sucessor deste governador, Carlos de Aragão, duque de Terra Nova, manteve uma relação pacífica com a autoridade eclesiástica. A vida de Carlos Borromeu marcada pela bondade e caridade chegou ao fim em outubro de 1584, quando faleceu aos 46 anos de idade.

Páscoa

Carlos Borromeu foi beatificado em 1602 por Clemente VIII e canonizado em 1610 por Paulo V. Sua influência na reforma da Igreja pode ser vista em vários países, onde a reforma seguiu o exemplo de Milão, baseada nos princípios do Concílio de Trento. Seus restos mortais descansam na Cripta da Catedral de Milão, em uma “Urna” coberta com painéis de prata que descrevem sua vida.

Do “bispo-menino” ao “gigante da santidade”

A vida de São Carlos Borromeu foi marcada por sua rápida ascensão na igreja. Aos 12 anos, já possuía um título honorífico e uma renda considerável, mas optou por dedicar seus bens à caridade dos pobres. Estudou Direito Canônico e Direito Civil, e aos 25 anos foi ordenado sacerdote e consagrado Bispo. Tornou-se um dos principais promotores da reforma da Igreja durante o Concílio de Trento, e aos 27 anos assumiu o cargo de Arcebispo de Milão. Sua ação pastoral foi guiada pelo amor a Cristo e pela intenção de renovar a Igreja a partir de dentro. Enfrentou hostilidades e resistências, mas jamais deixou de defender a Igreja e reformar suas estruturas. Sua dedicação à Igreja ambrosiana foi total, realizando visitas pastorais, fundando seminários, construindo igrejas, escolas, colégios e hospitais. São Carlos Borromeu também foi responsável pela vinda do Sudário de Turim para a Itália, onde realizou uma peregrinação a pé para rezar diante da relíquia. Seu físico enfraquecido e sua saúde precária não o impediram de ajudar os enfermos durante uma epidemia em Milão, o que ficou conhecido como a “praga de São Carlos”. Sua vida de bondade e caridade foi reconhecida pelo Papa, que o recebeu com distinção em Roma, e por seu próprio governador de Milão, que reconheceu seus erros no leito de morte. São Carlos Borromeu faleceu aos 46 anos, deixando um legado moral e espiritual que perdura até hoje.

Fonte: catolicoapp.com

Ver santos de outros dias
Comunicação Diocesana

Notícias recentes

Ver todas
Registros da nossa fé

Galeria de Fotos

Ver todos os álbuns

Nossas paróquias

Ver todas

Nosso Clero

Ver todo o clero
"Que a nossa diocese seja casa de oração, escola de comunhão e porta aberta para os pobres."
Plano Diocesano de Pastoral