Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe
Palavra do Bispo Diocesano

Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe

Somos comunidade de fé, oração e caridade. Acompanhe a liturgia de cada dia, a agenda diocesana e a vida das nossas paróquias e pastorais.

Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

Reze com a Igreja hoje

Liturgia Diária

← → Hoje
Ver calendário de setembro/2024

Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

12/09/2024

5ª feira da 23ª Semana do Tempo Comum

Tempo Comum Verde

Primeira Leitura (1Cor 8, 1b-7. 11-13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos, 1 bo conhecimento incha, a caridade é que constrói. 2 Se alguém acha que conhece bem alguma coisa, ainda não sabe como deveria saber. 3 Mas se alguém ama a Deus, ele é conhecido por Deus! 4 Quanto ao comer as carnes de animais sacrificados aos ídolos, nós sabemos que um ídolo não é nada no mundo, e que Deus é um só. 5 É verdade que alguns são chamados deuses, no céu ou na terra, e muita gente pensa que existem muitos deuses e muitos senhores. 6 Para nós, porém, existe um só Deus, o Pai, de quem vêm todos os seres e para quem nós existimos. E, ainda, para nós, existe um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual tudo existe, e nós também existimos por ele. 7 Mas nem todos têm esse conhecimento. De fato, alguns habituados, até ao presente, ao culto dos ídolos, comem da carne dos sacrifícios, como se ela fosse mesmo oferecida aos ídolos. E assim, a sua consciência, que é fraca, fica manchada. 11 E então, por causa do teu conhecimento, perece o fraco, o irmão pelo qual Cristo morreu. 12 Pecando, assim, contra os irmãos e ferindo a consciência deles, que é fraca, é contra Cristo que pecais. 13 Por isso, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, nunca mais comerei carne, para não escandalizar meu irmão.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Salmo (Sl 138)

— Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!
— Conduzi-me no caminho para a vida, ó Senhor!

— Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos, percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos.

— Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! Que prodígio e maravilha as vossas obras!

— Senhor, sondai-me, conhecei meu coração, examinai-me e provai meus pensamentos! Vede bem se não estou no mau caminho, e conduzi-me no caminho para a vida

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Evangelho (Lc 6, 27-38)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas.

Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27“A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica.30Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam.33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus.36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Oração do dia (Coleta)

Ó Deus, olhai com bondade os que redimistes e adotastes como filhos e filhas, e concedei aos que creem no Cristo a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Ver liturgia completa e outros dias

Homilia do Bispo

32º Domingo Tempo Comum (Mt 25,1-13) – A chama que vence a noite

À medida que se aproxima a conclusão do Ano Litúrgico, a liturgia nos dirige uma pergunta decisiva: como estamos esperando o Senhor? Não se trata apenas de pensar no último dia da história ou no término de nossa vida, mas de discernir como acolhemos Cristo, que vem ao nosso encontro todos os dias. O tema da vigilância ganha realce nestes últimos domingos. Vigiar não é permanecer imóvel, tomado pelo medo, nem viver fazendo cálculos sobre o futuro, mas esperar com fidelidade ativa, como servos que mantêm as lâmpadas acesas e cumprem a missão recebida. Esperamos Aquele que já está conosco: o Emanuel, o “Deus conosco” (Mt 1,23), que prometeu permanecer com os seus até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Sua presença nos sustenta enquanto aguardamos sua manifestação definitiva. Assim, a exortação de Jesus: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” não pretende provocar pavor, mas despertar responsabilidade. Como não conhecemos o dia nem a hora, não podemos adiar o amor, a conversão e o serviço.

A espera cristã, portanto, não diminui a liberdade, mas oferece-lhe direção. Não caminhamos como quem está perdido, mas guiados por Aquele que diz: “Eu sou o Caminho” (Jo 14,6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). Sua Palavra é lâmpada para os nossos pés (Sl 119,105). Isso não significa que o percurso seja isento de noites, provações ou cansaço. A esperança não elimina a escuridão; dá-nos luz suficiente para atravessá-la. O cristão não conhece todos os detalhes da estrada, mas conhece Aquele em quem colocou a sua confiança. E isso basta para continuar caminhando.

É nesse horizonte que devemos meditar a parábola das Dez Jovens. Todas foram convidadas, todas receberam lâmpadas, todas saíram ao encontro do noivo e, enquanto ele demorava, todas cochilaram. A diferença não está, portanto, entre pessoas perfeitas e pessoas fracas; todas experimentaram o cansaço. A diferença aparece na preparação para atravessar a demora. Cinco levaram óleo, cinco não cuidaram de alimentar a chama. A imagem nos recorda que a vida e a salvação são dons gratuitos de Deus, não conquistas humanas. Porém, a graça acolhida pede uma resposta pessoal de fé, perseverança e amor. Ninguém pode responder em nosso lugar embora todos são chamados a ajudar-se mutuamente no caminho.

O momento mais duro da parábola chega quando a porta se fecha e o noivo declara: “Em verdade eu vos digo: não vos conheço!” Não devemos separar essas palavras do conjunto da narrativa. As jovens imprevidentes abandonaram a espera para procurar, tarde demais, aquilo que deveriam ter preparado. Sua prontidão inicial não resistiu à demora. Na linguagem bíblica, conhecer é mais do que reconhecer um rosto; é relação, comunhão e pertença. Não basta ter começado o caminho, é preciso permanecer nele.

As lâmpadas e o óleo falam, antes de tudo, de uma preparação capaz de suportar a espera. A parábola não oferece uma explicação única para o óleo; por isso, a tradição cristã pôde reconhecê-lo como imagem da fé perseverante, da ação do Espírito, da Palavra acolhida e da caridade que mantém viva a esperança. Essas dimensões não competem entre si: a graça de Deus alimenta a fé, a fé acolhe a Palavra e a Palavra se torna concreta no amor. O essencial é que a chama não seja apenas entusiasmo de um momento. Jesus nos chama a uma fidelidade que atravesse a demora, o silêncio e o cansaço: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13).

Manter a lâmpada acesa é permitir que a fé se torne paciência dentro de casa, honestidade no trabalho, cuidado com quem sofre, reconciliação, serviço aos pobres e perseverança na oração.

A Sagrada Escritura associa a luz ao conhecimento de Deus e à prática de sua vontade: “Vossa Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119,105); e Jesus afirma: “Quem me segue não caminhará nas trevas” (Jo 8,12). À luz desses textos, as lâmpadas que se apagam podem evocar uma fé que deixou de ser alimentada. Isso também pode acontecer conosco. A chama enfraquece quando a oração é sempre adiada, quando ouvimos a Palavra sem praticá-la, quando o amor esfria ou quando nos acostumamos com a injustiça. A advertência não nos autoriza a julgar os outros; convida-nos a examinar o próprio coração. Somos chamados a viver como filhos da luz (Ef 5,8-10), praticando a Palavra que ouvimos (Tg 1,22; cf. Tg 2,14-18).

A boa notícia da parábola é que o cochilo não excluiu ninguém: “todas adormeceram”. O problema não foi o limite humano, mas a falta de uma preparação que sustentasse a espera. Eis a força pastoral da imagem: Deus não nos pede uma tensão desumana nem uma perfeição sem fraquezas; pede que cuidemos do óleo que mantém viva a chama. Podemos cansar, mas não abandonar o caminho; podemos cair, mas somos chamados a levantar; podemos atravessar a noite, mas não sem a luz recebida. Vigiar é viver cada dia em comunhão com o Senhor, alimentar a fé na Palavra e na oração e transformá-la em amor concreto (1Ts 5,4-8; 1Pd 4,7-10). Que cada um se pergunte: o que hoje está alimentando a minha lâmpada? E que, quando ressoar o anúncio: “O noivo está chegando: ide ao seu encontro!” Ele nos encontre não paralisados pelo medo, mas caminhando na esperança, com a chama acesa e o coração pronto para a festa da vida plena.

 

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Dom André Vital Félix da Silva, SCJBispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CEMestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana
Ver biblioteca de homilias

Santo do Dia

São Martinho de Lima
Santo do Dia

São Martinho de Lima

São Martinho de Lima nasceu em 9 de dezembro de 1579, na cidade de Lima, no Peru. Filho de um nobre espanhol, João Porres, e de uma mulher negra do Panamá, de origem africana chamada Ana Velásquez. Devido à sua pele escura, seu pai não o reconheceu como filho legítimo e ele foi registrado no livro de batismo como filho de pai desconhecido.

A vida simples de São Martinho

Desde cedo, São Martinho viveu em condições de pobreza. Criado por sua mãe, que o educou no temor de Deus, ele começou a trabalhar como aprendiz de barbeiro quando ainda era criança. Embora a profissão de barbeiro fosse desprezada pelos que almejavam a nobreza, naquela época essa profissão também envolvia tarefas de dentista e cirurgião.

São Martinho transformou sua profissão em um ato de caridade para com os pobres, principalmente depois de se tornar ajudante de um médico.

Ingresso no convento

Aos 15 anos de idade, São Martinho decidiu abandonar tudo e ingressou no convento dos dominicanos em Lima. No entanto, ele foi admitido apenas como terciário e recebeu as tarefas mais humildes da comunidade. Embora sua função fosse humilde, sua vida espiritual era profunda. Os superiores do convento perceberam seu valor e, em 2 de junho de 1603, ele foi admitido à profissão solene como membro efetivo da Ordem.

Solicitude pelos irmãos e feitos extraordinários

São Martinho demonstrava grande preocupação com os irmãos doentes, cuidando deles mesmo quando a porta da enfermaria estava trancada. Considerava-se escravo de todos e sua devoção crescia quando algum irmão que ele cuidava piorava.

Além disso, São Martinho era dotado de carismas extraordinários, como profecias, êxtases e bilocações. Embora nunca tenha deixado Lima, foi visto em locais distantes como África, China e Japão para confortar missionários em dificuldades. Sua humildade e santidade o tornaram uma referência para teólogos, bispos e autoridades civis. Até mesmo o vice-rei teve que esperar diante de sua cela porque São Martinho estava em êxtase.

Da humildade do convento a santidade

Durante uma epidemia de peste, São Martinho curou as pessoas que o procuraram e também os seus sessenta companheiros de convento. Ele dedicou a sua vida aos pobres, mendigando para ajudá-los. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para crianças abandonadas e jejuava para alimentar os necessitados. São Martinho jejuava durante todo o ano, comendo apenas restos de pão, mas discretamente, de forma que ninguém percebesse. Suas ações eram acompanhadas pelas orações que fazia durante a noite, seguindo o exemplo de Jesus (Lucas 6,12).

Assim, mesmo sem realizar feitos extraordinários, São Martinho alcançou um alto grau de santidade através da prática constante de caridade.

Páscoa

São Martinho faleceu em 3 de novembro de 1639, aos 60 anos de idade, em Lima. Imediatamente após sua morte, ele foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado pelo Papa Gregório XVI em 1837, canonizado por São João XXIII em 6 de maio de 1962, e proclamado patrono dos barbeiros pelo Papa São Paulo VI em 1966.

O exemplo de amor e serviço de São Martinho

O Convento de Nossa Senhora do Rosário, onde São Martinho viveu, abrigava cerca de 100 frades dominicanos no final do século XVI. Eles enfrentavam problemas financeiros e, em um determinado momento, o prior decidiu vender alguns objetos preciosos para pagar as dívidas. No entanto, São Martinho, um jovem mulato responsável pelas tarefas mais humildes, ofereceu-se para ser vendido como escravo em vez dos objetos. O prior, profundamente comovido, mandou que o jovem retornasse, reconhecendo o valor que ele tinha mesmo sendo considerado invisível pela comunidade.

O exemplo de São Martinho mostra que a cor da pele ou o status social não determinam o valor de uma pessoa. Ele se destacou não apenas por sua habilidade como barbeiro, mas também pela sua devoção e caridade. São Martinho era conhecido por sua capacidade de transmitir o Evangelho aos pobres e ajudar os necessitados. Sua vida exemplar deve ser lembrada como um exemplo de amor e serviço aos mais carentes.

Fonte: catolicoapp.com

Ver santos de outros dias
Comunicação Diocesana

Notícias recentes

Ver todas
Registros da nossa fé

Galeria de Fotos

Ver todos os álbuns

Nossas paróquias

Ver todas

Nosso Clero

Ver todo o clero

Pe. Emilio, SJ

Vigário Paroquial, Paróquia Nossa Senhora do Rosário
(88) 3411-0166
"Que a nossa diocese seja casa de oração, escola de comunhão e porta aberta para os pobres."
Plano Diocesano de Pastoral