Diocese de Limoeiro do Norte
Palavra do Bispo Diocesano

Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe

Somos comunidade de fé, oração e caridade. Acompanhe a liturgia de cada dia, a agenda diocesana e a vida das nossas paróquias e pastorais.

Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

Reze com a Igreja hoje

← → Hoje
Ver calendário de julho/2026

Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

19/07/2026

16º Domingo do Tempo Comum

Tempo Comum Verde

Primeira Leitura (Sb 12,13.16-19)

Leitura do Livro da Sabedoria.

13 Não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas e a quem devas mostrar que teu julgamento não foi injusto. 16 A tua força é princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente. 17 Mostras a tua força a quem não crê na perfeição do teu poder; e nos que te conhecem, castigas o seu atrevimento. 18 No entanto, dominando tua própria força, julgas com clemência e nos governas com grande consideração, pois, quando quiseres, está ao teu alcance fazer uso do teu poder. 19 Assim procedendo, ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano; e a teus filhos deste a confortadora esperança de que concedes o perdão aos pecadores.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Salmo (Sl 85(86))

— Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!
— Ó Senhor, vós sois bom, sois clemente e fiel!

— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

— As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor!

— Vós, porém, sois clemente e fiel, sois amor, paciência e perdão. Tende pena e olhai para mim! Confirmai com vigor vosso servo.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Segunda Leitura (Rm 8,26-27)

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 26 o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor com gemidos inefáveis. 27 E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Evangelho (Mt 13,24-43)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, 24 Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28 O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29 O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'”
31 Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33 Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36 Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37 Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39 O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40 Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41 o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42 e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos ouça”.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Oração do dia (Coleta)

Senhor, sede propício a vossos fiéis, e, benigno, multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem sempre vigilantes na observância dos vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Ver liturgia completa e outros dias

Santo Antônio de SantAnna Galvão (Frei Galvão)
Santo do Dia

Santo Antônio de SantAnna Galvão (Frei Galvão)

Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, conhecido como Frei Galvão, nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo. Ele nasceu em uma família muito religiosa, rica e nobre, sendo o quarto de dez filhos. Seu pai, Antônio Galvão de França, era comerciante e pertencia à Ordem Terceira Franciscana. Sua mãe se chamava Isabel Leite de Barros.

A Adolescência e a Devoção a Sant’Ana

Aos 13 anos de idade, Frei Galvão foi enviado pelos pais para estudar ciências humanas no seminário jesuíta Colégio de Belém, em Cachoeira, na Bahia. Durante seus quatro anos de estudos lá, ele se destacou nas áreas de construção civil e prática cristã. Foi nessa época que recebeu a triste notícia da morte prematura de sua mãe, o que o levou a adotar Sant’Ana como sua mãe espiritual, passando a se chamar “Frei Antônio de Sant’Anna Galvão”.

A Vida Franciscana

Após concluir seus estudos, Frei Galvão ingressou na Ordem Franciscana, no convento de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Em 11 de julho de 1762, foi ordenado sacerdote e transferido para o Convento de São Francisco, na cidade de São Paulo, onde deu continuidade aos estudos de filosofia e teologia.

O “Novo Esplendor do Convento”

Em 1768, Frei Galvão foi nomeado confessor, pregador e porteiro do convento, sendo reconhecido por sua dedicação e talento nesses cargos. Tamanho era o seu destaque que a Câmara Municipal de São Paulo lhe conferiu o título de o “novo esplendor do Convento”. Em 1770, ele foi convidado a fazer parte da Academia Paulistana de Letras devido às suas habilidades poéticas em latim.

A Fundação do Recolhimento Nossa Senhora da Luz

Em 1769, Frei Galvão foi designado para ser confessor no Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo, onde conheceu a Irmã Helena Maria do Espírito Santo. Ela dizia receber um pedido de Jesus: a fundação de um novo Recolhimento. Mesmo em uma época em que a construção de conventos e igrejas estava proibida, Frei Galvão decidiu assumir a fundação do Recolhimento Nossa Senhora da Luz. A construção levou 28 anos para ser concluída e deu origem ao Bairro da Luz em São Paulo.

O Mestre dos Noviços e as Pílulas Milagrosas

Frei Galvão foi preso injustamente ao defender um homem, mas o povo e o Bispo de São Paulo intercederam por sua liberdade. Em 1781, ele foi nomeado mestre de noviços em Macacu e, em 1798, assumiu o cargo de guardião do Convento de São Francisco. Em 1811, fundou o Convento de Santa Clara em Sorocaba.

Além de suas atividades religiosas, Frei Galvão se destacou por sua vida de oração e pelos fenômenos místicos que testemunharam. Ele possuía habilidades como o dom da cura, dom de ciência, bilocação e levitação, sempre utilizando esses dons para ajudar os doentes e necessitados.

As Pílulas de Frei Galvão

Frei Galvão ficou conhecido pelas famosas pílulas milagrosas que ele distribuía. Em uma ocasião, diante da impossibilidade de ir rezar por um doente, ele escreveu uma frase do ofício de Nossa Senhora em um pedacinho de papel e o transformou em uma pílula. Ao ser tomada em oração, a pílula resultou na cura do doente. A fama das pílulas se espalhou rapidamente, e Frei Galvão passou a abençoar e distribuir essas pílulas para o povo, sendo relatados inúmeros testemunhos de graças alcançadas através delas.

A Canonização e o Legado

Frei Galvão faleceu no Mosteiro da Luz em 23 de dezembro de 1822, poucos meses após a independência do Brasil. Sua fama de santidade era tanta que uma multidão se reuniu para se despedir do santo. Em 1998, ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II e, em 2007, foi canonizado por Bento XVI, tornando-se o primeiro santo brasileiro. Sua vida de dedicação à fé, às obras de caridade e seu legado de milagres e graças alcançadas tornam Frei Galvão um exemplo de santidade e de devoção no Brasil.

Fonte: catolicoapp.com

Ver santos de outros dias

Homilia de Dom André Vital, SCJ

30º Domingo Tempo Comum (Mt 22,34-40) – O amor é sempre o maior e o primeiro

O evangelho desse domingo faz parte da última fase do ministério público de Jesus, quando os conflitos com as lideranças religiosas de Jerusalém se intensificam. Depois dos embates com os discípulos dos fariseus e partidários de Herodes (29º Domingo), mais uma vez os opositores voltam a interpelá-lo. Mateus afirma que um deles faz uma pergunta “para experimentá-lo” (peirazō), verbo que possui um sentido mais profundo do que uma simples indagação intelectual; aparece frequentemente em contextos de oposição a Jesus, inclusive no momento das tentações do deserto (Mt 4,1-3). Deste modo, evidencia-se a relação semântico-teológica entre a ação do diabo e a atitude dos adversários de Jesus que não perguntam para aprender, mas para verificar se Ele cairá em erro doutrinal ou ensina contra a tradição rabínica, que identificava 613 mandamentos.

Embora todos os mandamentos fossem considerados provenientes de Deus, os rabinos discutiam frequentemente quais eram os mais importantes e quais os secundários. Essa preocupação aparece também no judaísmo do Segundo Templo. Havia mandamentos considerados “graves” (hamurot) e outros “leves” (qalot). Por isso, a pergunta do doutor da Lei era relevante, já que um verdadeiro mestre deveria ser capaz de indicar o princípio que unificava toda a Lei. Quando Jesus fala dos “menores mandamentos” em Mateus 5,19, Ele demonstra conhecer esse debate e participar dele.

Jesus responde unindo dois textos do Antigo Testamento: “Amarás o Senhor teu Deus…” (Dt 6,5), e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). A novidade não está em citar esses textos, pois ambos já eram conhecidos, mas em uni-los de maneira inseparável. Enquanto alguns rabinos procuravam resumir a Lei em um único princípio, Jesus apresenta uma síntese dupla: o amor a Deus e o amor ao próximo são distintos, mas inseparáveis. O segundo mandamento não é um acréscimo opcional. Ele nasce do primeiro e o manifesta concretamente.  Há vários verbos gregos para amor: (philéo=afeição; eráo= amor apaixonado; storgéo= amor familiar; agapáo= amor de decisão e entrega). O mandamento não exige sentimento, exige adesão da vontade, decisão de fazer o bem. O amor bíblico não é primordialmente emoção, é fidelidade à vontade de Deus que nos criou para vivermos a fraternidade, cujo fundamento é o amor entrega.

“Com todo o teu coração” não significa com forte emoção, pois no mundo semita coração (kardia) é a sede da inteligência, da vontade, das decisões. Portanto, é fazer de Deus o centro de todas as decisões. Sem essa convicção fundamentada num amor maior não se conseguirá viver as consequências de ser amado por Deus, isto é, amar também os que Ele ama.

“Com toda a tua alma“. A palavra “alma” é uma das possibilidades de traduzir psyché, mas também tem o significado de vida, existência”. Por isso, não diz respeito apenas a uma dimensão (espiritual), mas a todo o ser.

“Com toda a tua mente“. A palavra grega (diánoia: mente) pode ser também traduzida por entendimento, raciocínio, capacidade intelectual. Isto indica que o discípulo deve amar Deus, também, intelectualmente, pois não há oposição entre fé e razão.

“Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos”. A expressão grega (krématai) significa literalmente estão suspensos (pendurados). A imagem é muito rica: toda a revelação do Antigo Testamento está “sustentada” por esses dois mandamentos. Se eles forem retirados, todo o restante perde sua base. Jesus não elimina a Lei, mas revela seu fundamento e sua finalidade.

A resposta de Jesus revela que o amor é o princípio interpretativo de toda a Lei, que a verdadeira obediência a Deus não pode ser separada da caridade para com o próximo, e que o culto sem amor se torna vazio, pois o amor ao próximo é a prova concreta do amor a Deus. Nesse sentido, Jesus ultrapassa uma compreensão meramente legalista da religião. A questão não é quantos mandamentos existem, mas qual é o coração de todos eles. Os fariseus não estavam errados ao estudar a Lei. O problema surge quando a observância dos preceitos se torna mais importante do que a sua finalidade.

Também hoje podemos cair na mesma tentação: conhecer a doutrina sem cultivar a caridade, defender uma verdade teórica sem viver concretamente a misericórdia, cumprir práticas religiosas sem conversão do coração, e confundir fidelidade com rigorismo. Jesus não elimina os mandamentos, mas recorda que eles existem para conduzir ao amor.

O elemento mais surpreendente da resposta de Jesus é afirmar que o segundo mandamento é “semelhante” ao primeiro. Na vida cotidiana, isso significa que o amor ao próximo não é opcional. A forma como tratamos as pessoas é o termômetro que indica a qualidade da nossa vida espiritual. Quando o amor desaparece, até a observância mais rigorosa perde o seu sentido espiritual. Como dirá São Paulo: “Ainda que eu tenha toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada sou” (1Cor 13,2).

O discípulo autêntico não é aquele que apenas conhece os preceitos, mas aquele que orienta toda a sua vida pelo amor a Deus e ao próximo, pois é nesse duplo amor que toda a revelação encontra sua unidade e cumprimento.

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CE
Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana

Ver biblioteca de homilias

Agenda diocesana

19Nov a 21 Nov

Assembleia Diocesana de Pastoral

Centro Diocesano de Pastoral (CDP)

Ver agenda completa

Comunicação Diocesana

Notícias recentes

Ver todas

Nossas paróquias

Ver todas

Nosso Clero

Ver todo o clero
"Que a nossa diocese seja casa de oração, escola de comunhão e porta aberta para os pobres."
Plano Diocesano de Pastoral