Diocese de Limoeiro do Norte
Palavra do Bispo Diocesano

Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe

Somos comunidade de fé, oração e caridade. Acompanhe a liturgia de cada dia, a agenda diocesana e a vida das nossas paróquias e pastorais.

Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

Reze com a Igreja hoje

← → Hoje
Ver calendário de abril/2027

Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

04/04/2027

2º Domingo da Páscoa ou Domingo da Divina Misericórdia

Tempo Pascal Branco

Primeira Leitura (At 4, 32-35)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Amultidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33 Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34 Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35 e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Salmo (Sl 117)

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; “eterna é a sua misericórdia!”
— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; “eterna é a sua misericórdia!”

— A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!”

— A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! Não morrerei, mas, ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.

— A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Segunda Leitura (1Jo 5, 1-6)

Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos: 1 Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus, e quem ama aquele que gerou alguém, amará também aquele que dele nasceu. 2 Podemos saber que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. 3 Pois isto é amar a Deus: observar os seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados, 4 pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Evangelho (Jo 20, 19-31)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João.

No anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.
22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
© Todos os direitos reservados.

Oração do dia (Coleta)

Ó Deus de eterna misericórdia, na festa anual da Páscoa reacendeis a fé do povo a vós consagrado. Aumentai a graça que destes, para que todos compreendam melhor o Batismo que os lavou, o Espírito que os regenerou, e o sangue que os redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Ver liturgia completa e outros dias

Santo Evaristo
Santo do Dia

Santo Evaristo

Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, de acordo com Santo Ireneu e Eusébio, foi bispo de Roma por volta do ano 100. Na época, o termo Papa era aplicado a qualquer prelado, e foi somente no século VI que o título de Papa começou a ser reservado exclusivamente ao Pontífice Romano.

Santo Evaristo era grego de Antioquia, assim como seu pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. De acordo com o Liber Pontificalis, Evaristo foi considerado mártir, assim como outros sete ou nove pontífices, embora não se saiba a razão específica para isso.

Durante o exercício de seu pontificado, duas lendárias disposições foram atribuídas a Santo Evaristo. A primeira foi a distribuição dos sacerdotes de Roma nas vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. Essa organização proporcionou uma estrutura mais adequada para a administração da Igreja na época.

A segunda disposição foi a decisão de que os diáconos estivessem ao lado do bispo durante a pregação e a proclamação do prefácio da Missa, com o objetivo de testemunhar a ortodoxia e conferir maior solenidade à celebração. Essa medida reforçou a importância dos diáconos no contexto litúrgico da Igreja e estabeleceu um papel mais ativo para eles durante as celebrações.

A Morte e as Relíquias de Santo Evaristo

Santo Evaristo faleceu em 105, durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma. Segundo uma tradição antiga, ele teria se tornado mártir da fé e seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro.

Após sua morte, Santo Evaristo foi enterrado perto do corpo de São Pedro, no Vaticano, no dia 27 de outubro. O martirológio, no entanto, registra sua memória no dia 26 de outubro. O nome “Evaristo” deriva do grego “euarestos”, que significa engraçado ou agradável.

O Legado de Santo Evaristo

Santo Evaristo deixou um legado importante como pontífice da Igreja. Sua organização da distribuição dos sacerdotes nas igrejas paroquiais de Roma estabeleceu um modelo administrativo que perdurou por muitos séculos. Além disso, sua decisão de colocar os diáconos ao lado do bispo durante a celebração da Missa ressaltou a importância desse ministério e conferiu maior solenidade às liturgias.

Como sucessor de São Pedro, Santo Evaristo desempenhou um papel fundamental na estruturação da Igreja, fortalecendo sua organização e promovendo a união entre os fiéis. Sua dedicação e martírio são exemplos de fé e coragem, e sua memória continua a ser celebrada e honrada pela Igreja Católica.

Fonte: catolicoapp.com

Ver santos de outros dias

Homilia de Dom André Vital, SCJ

30º Domingo Tempo Comum (Mt 22,34-40) – O amor é sempre o maior e o primeiro

O evangelho desse domingo faz parte da última fase do ministério público de Jesus, quando os conflitos com as lideranças religiosas de Jerusalém se intensificam. Depois dos embates com os discípulos dos fariseus e partidários de Herodes (29º Domingo), mais uma vez os opositores voltam a interpelá-lo. Mateus afirma que um deles faz uma pergunta “para experimentá-lo” (peirazō), verbo que possui um sentido mais profundo do que uma simples indagação intelectual; aparece frequentemente em contextos de oposição a Jesus, inclusive no momento das tentações do deserto (Mt 4,1-3). Deste modo, evidencia-se a relação semântico-teológica entre a ação do diabo e a atitude dos adversários de Jesus que não perguntam para aprender, mas para verificar se Ele cairá em erro doutrinal ou ensina contra a tradição rabínica, que identificava 613 mandamentos.

Embora todos os mandamentos fossem considerados provenientes de Deus, os rabinos discutiam frequentemente quais eram os mais importantes e quais os secundários. Essa preocupação aparece também no judaísmo do Segundo Templo. Havia mandamentos considerados “graves” (hamurot) e outros “leves” (qalot). Por isso, a pergunta do doutor da Lei era relevante, já que um verdadeiro mestre deveria ser capaz de indicar o princípio que unificava toda a Lei. Quando Jesus fala dos “menores mandamentos” em Mateus 5,19, Ele demonstra conhecer esse debate e participar dele.

Jesus responde unindo dois textos do Antigo Testamento: “Amarás o Senhor teu Deus…” (Dt 6,5), e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19,18). A novidade não está em citar esses textos, pois ambos já eram conhecidos, mas em uni-los de maneira inseparável. Enquanto alguns rabinos procuravam resumir a Lei em um único princípio, Jesus apresenta uma síntese dupla: o amor a Deus e o amor ao próximo são distintos, mas inseparáveis. O segundo mandamento não é um acréscimo opcional. Ele nasce do primeiro e o manifesta concretamente.  Há vários verbos gregos para amor: (philéo=afeição; eráo= amor apaixonado; storgéo= amor familiar; agapáo= amor de decisão e entrega). O mandamento não exige sentimento, exige adesão da vontade, decisão de fazer o bem. O amor bíblico não é primordialmente emoção, é fidelidade à vontade de Deus que nos criou para vivermos a fraternidade, cujo fundamento é o amor entrega.

“Com todo o teu coração” não significa com forte emoção, pois no mundo semita coração (kardia) é a sede da inteligência, da vontade, das decisões. Portanto, é fazer de Deus o centro de todas as decisões. Sem essa convicção fundamentada num amor maior não se conseguirá viver as consequências de ser amado por Deus, isto é, amar também os que Ele ama.

“Com toda a tua alma“. A palavra “alma” é uma das possibilidades de traduzir psyché, mas também tem o significado de vida, existência”. Por isso, não diz respeito apenas a uma dimensão (espiritual), mas a todo o ser.

“Com toda a tua mente“. A palavra grega (diánoia: mente) pode ser também traduzida por entendimento, raciocínio, capacidade intelectual. Isto indica que o discípulo deve amar Deus, também, intelectualmente, pois não há oposição entre fé e razão.

“Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos”. A expressão grega (krématai) significa literalmente estão suspensos (pendurados). A imagem é muito rica: toda a revelação do Antigo Testamento está “sustentada” por esses dois mandamentos. Se eles forem retirados, todo o restante perde sua base. Jesus não elimina a Lei, mas revela seu fundamento e sua finalidade.

A resposta de Jesus revela que o amor é o princípio interpretativo de toda a Lei, que a verdadeira obediência a Deus não pode ser separada da caridade para com o próximo, e que o culto sem amor se torna vazio, pois o amor ao próximo é a prova concreta do amor a Deus. Nesse sentido, Jesus ultrapassa uma compreensão meramente legalista da religião. A questão não é quantos mandamentos existem, mas qual é o coração de todos eles. Os fariseus não estavam errados ao estudar a Lei. O problema surge quando a observância dos preceitos se torna mais importante do que a sua finalidade.

Também hoje podemos cair na mesma tentação: conhecer a doutrina sem cultivar a caridade, defender uma verdade teórica sem viver concretamente a misericórdia, cumprir práticas religiosas sem conversão do coração, e confundir fidelidade com rigorismo. Jesus não elimina os mandamentos, mas recorda que eles existem para conduzir ao amor.

O elemento mais surpreendente da resposta de Jesus é afirmar que o segundo mandamento é “semelhante” ao primeiro. Na vida cotidiana, isso significa que o amor ao próximo não é opcional. A forma como tratamos as pessoas é o termômetro que indica a qualidade da nossa vida espiritual. Quando o amor desaparece, até a observância mais rigorosa perde o seu sentido espiritual. Como dirá São Paulo: “Ainda que eu tenha toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada sou” (1Cor 13,2).

O discípulo autêntico não é aquele que apenas conhece os preceitos, mas aquele que orienta toda a sua vida pelo amor a Deus e ao próximo, pois é nesse duplo amor que toda a revelação encontra sua unidade e cumprimento.

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Bispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CE
Mestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana

Ver biblioteca de homilias

Agenda diocesana

19Nov a 21 Nov

Assembleia Diocesana de Pastoral

Centro Diocesano de Pastoral (CDP)

Ver agenda completa

Comunicação Diocesana

Notícias recentes

Ver todas

Nossas paróquias

Ver todas

Nosso Clero

Ver todo o clero
"Que a nossa diocese seja casa de oração, escola de comunhão e porta aberta para os pobres."
Plano Diocesano de Pastoral