Uma Igreja em saída no Vale do Jaguaribe
Palavra do Bispo Diocesano

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Dom André Vital, SCJ
Dom André Vital, SCJBispo Diocesano de Limoeiro do Norte

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Dias em cinza ainda não estão no arquivo — hoje sempre funciona, e os demais dias vão ficando disponíveis conforme o tempo passa.

14/01/2024

2º Domingo do Tempo Comum

Tempo Comum Verde

Primeira Leitura (1Sm 3, 3b-10. 19)

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

Naqueles dias, 3 bSamuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4 Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. 5 E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. 6 O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!”,7Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8 O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9 Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10 O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel! Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. 19 Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras.

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Salmo (Sl 39)

— Eu disse: “Eis que venho, Senhor!” Com prazer faço a vossa vontade.
— Eu disse: “Eis que venho, Senhor!” Com prazer faço a vossa vontade.

— Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu meu clamor. Canto novo ele pôs em meus lábios, um poema em louvor ao Senhor.

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados.

— E então eu vos disse: “Eis que venho!” Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

— Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios

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Segunda Leitura (1Cor 6, 13c-15a. 17-20)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 13 cO corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; 14 e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. 15 aPorventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo?,17Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra o seu próprio corpo. 19 Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos?,20De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.

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Evangelho (Jo 1, 35-42)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João.

Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?”39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo).42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).

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Oração do dia (Coleta)

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai clemente as súplicas do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

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Homilia do Bispo

32º Domingo Tempo Comum (Mt 25,1-13) – A chama que vence a noite

À medida que se aproxima a conclusão do Ano Litúrgico, a liturgia nos dirige uma pergunta decisiva: como estamos esperando o Senhor? Não se trata apenas de pensar no último dia da história ou no término de nossa vida, mas de discernir como acolhemos Cristo, que vem ao nosso encontro todos os dias. O tema da vigilância ganha realce nestes últimos domingos. Vigiar não é permanecer imóvel, tomado pelo medo, nem viver fazendo cálculos sobre o futuro, mas esperar com fidelidade ativa, como servos que mantêm as lâmpadas acesas e cumprem a missão recebida. Esperamos Aquele que já está conosco: o Emanuel, o “Deus conosco” (Mt 1,23), que prometeu permanecer com os seus até a consumação dos séculos (Mt 28,20). Sua presença nos sustenta enquanto aguardamos sua manifestação definitiva. Assim, a exortação de Jesus: “Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora” não pretende provocar pavor, mas despertar responsabilidade. Como não conhecemos o dia nem a hora, não podemos adiar o amor, a conversão e o serviço.

A espera cristã, portanto, não diminui a liberdade, mas oferece-lhe direção. Não caminhamos como quem está perdido, mas guiados por Aquele que diz: “Eu sou o Caminho” (Jo 14,6) e “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12). Sua Palavra é lâmpada para os nossos pés (Sl 119,105). Isso não significa que o percurso seja isento de noites, provações ou cansaço. A esperança não elimina a escuridão; dá-nos luz suficiente para atravessá-la. O cristão não conhece todos os detalhes da estrada, mas conhece Aquele em quem colocou a sua confiança. E isso basta para continuar caminhando.

É nesse horizonte que devemos meditar a parábola das Dez Jovens. Todas foram convidadas, todas receberam lâmpadas, todas saíram ao encontro do noivo e, enquanto ele demorava, todas cochilaram. A diferença não está, portanto, entre pessoas perfeitas e pessoas fracas; todas experimentaram o cansaço. A diferença aparece na preparação para atravessar a demora. Cinco levaram óleo, cinco não cuidaram de alimentar a chama. A imagem nos recorda que a vida e a salvação são dons gratuitos de Deus, não conquistas humanas. Porém, a graça acolhida pede uma resposta pessoal de fé, perseverança e amor. Ninguém pode responder em nosso lugar embora todos são chamados a ajudar-se mutuamente no caminho.

O momento mais duro da parábola chega quando a porta se fecha e o noivo declara: “Em verdade eu vos digo: não vos conheço!” Não devemos separar essas palavras do conjunto da narrativa. As jovens imprevidentes abandonaram a espera para procurar, tarde demais, aquilo que deveriam ter preparado. Sua prontidão inicial não resistiu à demora. Na linguagem bíblica, conhecer é mais do que reconhecer um rosto; é relação, comunhão e pertença. Não basta ter começado o caminho, é preciso permanecer nele.

As lâmpadas e o óleo falam, antes de tudo, de uma preparação capaz de suportar a espera. A parábola não oferece uma explicação única para o óleo; por isso, a tradição cristã pôde reconhecê-lo como imagem da fé perseverante, da ação do Espírito, da Palavra acolhida e da caridade que mantém viva a esperança. Essas dimensões não competem entre si: a graça de Deus alimenta a fé, a fé acolhe a Palavra e a Palavra se torna concreta no amor. O essencial é que a chama não seja apenas entusiasmo de um momento. Jesus nos chama a uma fidelidade que atravesse a demora, o silêncio e o cansaço: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13).

Manter a lâmpada acesa é permitir que a fé se torne paciência dentro de casa, honestidade no trabalho, cuidado com quem sofre, reconciliação, serviço aos pobres e perseverança na oração.

A Sagrada Escritura associa a luz ao conhecimento de Deus e à prática de sua vontade: “Vossa Palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho” (Sl 119,105); e Jesus afirma: “Quem me segue não caminhará nas trevas” (Jo 8,12). À luz desses textos, as lâmpadas que se apagam podem evocar uma fé que deixou de ser alimentada. Isso também pode acontecer conosco. A chama enfraquece quando a oração é sempre adiada, quando ouvimos a Palavra sem praticá-la, quando o amor esfria ou quando nos acostumamos com a injustiça. A advertência não nos autoriza a julgar os outros; convida-nos a examinar o próprio coração. Somos chamados a viver como filhos da luz (Ef 5,8-10), praticando a Palavra que ouvimos (Tg 1,22; cf. Tg 2,14-18).

A boa notícia da parábola é que o cochilo não excluiu ninguém: “todas adormeceram”. O problema não foi o limite humano, mas a falta de uma preparação que sustentasse a espera. Eis a força pastoral da imagem: Deus não nos pede uma tensão desumana nem uma perfeição sem fraquezas; pede que cuidemos do óleo que mantém viva a chama. Podemos cansar, mas não abandonar o caminho; podemos cair, mas somos chamados a levantar; podemos atravessar a noite, mas não sem a luz recebida. Vigiar é viver cada dia em comunhão com o Senhor, alimentar a fé na Palavra e na oração e transformá-la em amor concreto (1Ts 5,4-8; 1Pd 4,7-10). Que cada um se pergunte: o que hoje está alimentando a minha lâmpada? E que, quando ressoar o anúncio: “O noivo está chegando: ide ao seu encontro!” Ele nos encontre não paralisados pelo medo, mas caminhando na esperança, com a chama acesa e o coração pronto para a festa da vida plena.

 

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
Dom André Vital Félix da Silva, SCJBispo da Diocese de Limoeiro do Norte – CEMestre em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana
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Santo do Dia

São Deodato I, papa
Santo do Dia

São Deodato I, papa

São Deodato I foi um dos Papas mais amados e respeitados em Roma. Seu nome, que significa “dado por Deus”, reflete sua dedicação e serviço à Igreja e ao povo romano. Antes de assumir o pontificado, Deodato serviu como padre em Roma por quarenta anos, ganhando a confiança e admiração da comunidade.

O Papa e a Proteção de Roma

Em Roma, o Papa exercia uma influência não apenas espiritual, mas também civil. Ele era responsável por guiar a cidade, atuando como juiz, magistrado supremo e garantia da ordem. Após a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam desprotegidos, enfrentando ameaças de invasões bárbaras ou reivindicações do império do Oriente. A teoria da governança conjunta entre o Papa e o imperador não era bem aceita em Constantinopla.

O Diálogo com o Imperador

Apesar das dificuldades, São Deodato I buscou estabelecer um diálogo com o imperador, buscando proteção e apoio para seu povo. Mesmo enfrentando resistência, o imperador enviou o exarco Eleutério para acabar com as revoltas em Ravena e Nápoles. Foi nesse momento que o Papa Deodato teve a oportunidade de se encontrar com o imperador. Durante esse período, as disputas doutrinárias entre Oriente e Ocidente eram intensas e causavam controvérsias.

Martirológio Romano

Um fato que reforça a santidade de São Deodato I é o episódio registrado no Martirológio Romano. Durante uma de suas visitas aos doentes, especialmente os afetados pela lepra, o Papa teria curado um desses pacientes após abraçá-lo e beijá-lo com ternura. Esse milagre destacou sua empatia e compaixão pelos mais necessitados.

Cuidado pelos Mais Necessitados

Durante seu pontificado, São Deodato I enfrentou grandes desafios, incluindo terremotos e epidemias devastadoras em Roma. Ele dedicou-se incansavelmente ao cuidado do povo durante essas calamidades, ajudando e consolando os necessitados. Mesmo com os edifícios de mármore dos Foros já destruídos por invasões bárbaras, o Papa permaneceu firme e corajoso em seu serviço ao povo romano.

Legado de São Deodato I

São Deodato I faleceu em novembro de 618, deixando um legado de amor, compaixão e dedicação à Igreja e ao povo. Sua atuação como padre por quarenta anos antes de se tornar Papa demonstra seu compromisso com a fé e com a comunidade. Seu exemplo de cuidado pelos mais necessitados e sua busca pelo diálogo em tempos difíceis continuam a inspirar até os dias de hoje.

Conclusão

São Deodato I, um Papa venerado e respeitado em Roma, dedicou-se ao serviço da Igreja e do povo romano. Conhecido por cuidar dos mais necessitados e buscar o diálogo em tempos conturbados, ele deixou um legado de amor e compaixão. Que a história de São Deodato I nos inspire a seguir seu exemplo de serviço e dedicação aos outros, lembrando-nos de que o amor e a caridade são os verdadeiros sinais da presença de Deus em nossas vidas.

Fonte: catolicoapp.com

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